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John Knox nasceu em Haddington na Escócia, provavelmente entre os anos 1505 e 1514, vivendo a sua infância e adolescência na obscuridade da História, crescendo no seio de uma família pobre de simples trabalhadores

Os historiadores dividem opiniões sobre a trajetória educacional, alguns afirmando que estudou na Universidade de Glasgow, outros dizendo que estudou na Universidade de Saint Andrews.

Na juventude foi ordenado sacerdote Católico, inserido num contexto supersticioso e especulativo. Muitos pretendentes à carreira sacerdotal, questionavam nos bancos escolares: Será que todas as unhas do pé de um homem, cortadas em toda sua vida, serão unidas a seu corpo quando acontecer a ressurreição?

Depois desse período, encontramos um hiato na biografia de John Knox, retornando como guarda-costas de George Wishart, pregador, reformador e mártir escocês.

Muitos jovens, camponeses e nobres, eram atraídos pelas mensagens pregadas por Wishart. Os ensinos de Martinho Lutero foram introduzidos na Escócia através das suas pregações, livros e folhetos, despertando as antigas sementes plantadas no solo escocês pelos Lolardos - movimento pertencente ao final do Século XIV que exigia a reforma da Igreja Católica - vinculado ao teólogo John Wycliffe, precursor da Reforma Protestante.

Também foram resgatados os ensinos de Patrick Hamilton, filho da nobreza, que fora julgado, sentenciado, condenado, preso e queimado na fogueira durante seis horas, porque desejava ministrar o Evangelho Puro de Cristo.

John Knox também fora influenciado pelos diversos contrabandistas que levavam bíblias escondidas em suas carroças para distribuição na Escócia, principalmente nas universidades.

Nesse contexto, o futuro reformador iniciou as suas primeiras pregações resultando em sua prisão e escravidão quando os franceses invadiram a Escócia. Transcorridos dois anos, aproximadamente, concentrou as suas atividades como capelão da realeza na Inglaterra, porém as perseguições contra os Protestantes desencadeadas pela Maria, a Sanguinária, levaram-no ao exílio em Genebra, epicentro teológico da Reforma conduzida por João Calvino.

O exílio foi doloroso, pois o distanciou da pessoa amada - Marjory Bowes - futura esposa e mãe dos seus dois filhos. Depois da morte dela em 1560, Knox casaria novamente em 1564 com a senhorita Margaret Stuart. Os seus dois filhos, Nathaniel e Eleazer, estudaram no famoso St. John's College, da Universidade de Cambridge seguindo a carreira eclesiástica, mas embora promissores, faleceram na jovialidade sem deixar descendentes, extinguindo a linhagem do reformador.

Na sua jornada, John Knox foi perseguido por rainhas, regentes e concílios; escravizado e exilado; apedrejaram a sua residência; aproveitam a ausência de descendentes para exterminar a sua memória; cento e quarenta anos depois da sua morte, o Parlamento Britânico condenou os seus livros que foram queimados; outros pregadores, como George Whitefield, foram ridicularizados por utilizarem os seus ensinos; no aniversário de quatrocentos anos de sua morte, em 1972, foi decidido que um homem como Knox não era digno de um selo postal comemorativo na Escócia; o Conselho Municipal de Edimburgo ordenou que fosse removida a pedra que marcava seu túmulo, relegando o lugar de seu repouso terrestre à uma simples vaga de estacionamento; até uma pequena identificação "JK" em uma esquina de Edimburgo foi apagada.

Contudo, o seu legado permanece apesar da oposição e a sua descendência espiritual ultrapassa o continente, avançando no tempo através dos Puritanos e Presbiterianos, e de muitos outros sedentos do bom Evangelho apregoado pelos Reformadores, principalmente nos tempos atuais, até no Brasil cujo Evangelicalismo está recheado de Crendices, Sincretismos e Heresias.

SUAS PALAVRAS:

“Não pertencerei a nenhuma outra igreja exceto a que tem como pastor a Cristo Jesus, que ouve sua voz e não ouvirá o estranho.”

“O novo nascimento é realizado pelo poder do Espírito Santo, criando no coração do povo escolhido de Deus uma fé segura na promessa de Deus, que nos é revelada por sua Palavra; por esta fé abraçamos a Cristo Jesus com as graças e bênçãos nele prometidas.”

“E quanto ao temor por minha pessoa, minha vida está nas mãos daquele cuja glória eu busco, e sendo assim, não temo as suas ameaças. Não desejo mão ou arma de homem algum para me defender.”


FONTES:

Livro: Sermão Aos Inimigos da Verdade

Livro: John Knox - O Fundador do Puritanismo

Livro: Os Puritanos - Suas Origens e Seus Sucessores.
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