Quando Robert Chapman encontrou D. L. Moody

22 fev

Watchman Nee[1] / Apêndice da obra “Sete Segredos para ser Usado por Deus

Quando Robert Chapman[2] começou a servir o Senhor, sua plateia aumentava progressivamente. Um grande templo foi levantado. D. L. Moody ouviu falar de sua fama e tomou o trem, um dia, para ouvir a pregação de Chapman. Ele se sentou em silêncio e ouviu. Quando a reunião terminou, Chapman reconheceu Moody e foi até ele lhe pedir que falasse francamente se tinha algo a dizer. “Irmão”, disse Moody, “o que você fez foi um fracasso e não um sucesso, porque existe algo de errado na sua vida.” Ao ouvir isso, Chapman entristeceu-se bastante e sentiu que Moody não deveria tê-lo criticado da forma que fez, pois com que autoridade falara daquele jeito? Todavia, Moody foi obrigado a dizer, e o próprio Chapman sabia que existia,  na verdade, uma imperfeição em seu ser: ele sabia que não conseguia desistir de amar mais a esposa e os filhos [do que ao Senhor] e, com esse assunto, lutou dolorosamente durante as várias semanas que se seguiram. Enfim, ele disse ao Senhor: “Deus, não posso deixar de amar minha esposa e meus filhos, mas Te peço que operes em mim até eu ser capaz de abrir mão deles”. A partir desse dia, ele descobriu como realmente amar a esposa e filhos no Senhor, e, então, Robert Chapman veio a ser poderoso na obra de Deus. Certa vez, pediram que testemunhasse, e ele falou as seguintes palavras: “Se existe algum dom em mim, sei de onde vem: da obediência”.


[1] Extraído da obra Vida Cristã Equilibrada, publicada por esta editora.

[2] Robert Cleaver Chapman (1803 – 1902) serviu a Deus numa região isolada da Inglaterra. Não é conhecido por ter escrito grandes livros, pois decidiu evitar qualquer publicidade sobre si, a fim de que toda a atenção dos homens fosse dada exclusivamente ao Senhor Jesus. No final de sua vida, era um dos mais respeitados cristãos de seu tempo. Foi amigo e mentor muito íntimo de George Müller e grande encorajador de Hudson Taylor. Seu amor pelo Senhor e pelas pessoas e sua posição contrária ao denominacionalismo e a quaisquer divisões entre os cristãos são exemplos para todos os filhos de Deus. Spurgeon disse que “Robert Chapman foi o homem mais santo que eu jamais conheci” e John Nelson Darby declarou: “[Chapman] vive o que eu prego”. Quando lhe disseram que não seria um grande pregador, Chapman declarou: “Há muitos que pregam Cristo, mas não há muitos que vivam Cristo. Meu grande objetivo é viver Cristo” (N. do E.).

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