O Espírito de Cristo – Andrew Murray

11 set

O Espírito de Cristo1Prefácio de Ariovaldo Ramos à Edição em Português

Imagine os elementos necessários para fazer um filme: o estúdio, o roteirista, o produtor, o diretor e o protagonista.

Aplicando esses elementos na história da redenção, o Pai é o dono do estúdio e o roteirista – a Ele toda a glória (Fp 2.11); o Filho é o produtor, porque Ele é quem paga o custo – todas as coisas foram criadas n’Ele, por Ele e para Ele, e sem Ele nada do que foi feito se fez (Cl 1.16-17; Jo 1.3); o Filho e a Igreja, cada um a seu tempo, assumem o protagonismo (Jo 3.17; At 1.8); e o Espírito Santo é o grande diretor (Lc 4.18-21).

O Espírito Santo é o primeiro que entra em cena, envolvendo o planeta e criando o ambiente para o grito: haja luz! (Gn 1.2). Depois, Ele passa a andar com os patriarcas e profetas, capacitando-os para o papel que prepara a entrada do protagonista em cena, e cria as condições necessárias para que nasça o Cristo (Mt 1.18).

O Cristo assume o protagonismo sob a direção do Espírito Santo (Lc 4.18-21). Terminado Seu ministério, sempre sob a direção do Espírito Santo (At 1.2), é elevado às alturas e reassume as prerrogativas plenas de produtor.

O Espírito Santo, então, consolida a Igreja e a eleva à categoria de protagonista (At 2.1-4). Para conduzi-la, Ele se submete ao Senhor Jesus, que, agora como produtor, determina o que o diretor deve levar a protagonista a fazer para a Sua honra e para a glória do Pai, o Senhor do estúdio e o roteirista (Jo 16.13-14). E o Espírito Santo conduz a Igreja no desempenho de seu papel até o momento apoteótico, em que ela, plenamente cônscia de seu papel de esposa, está pronta, e o Espírito Santo e a Noiva dizem: “Vem!” (Ap 22.17).

Para fazer isso, de forma extraordinária, o Espírito Santo vem morar em cada membro da Igreja, e trabalhando em cada um (2 Co 3.18) o diretor vai dando fluidez ao roteiro (At 13.2), que é suficientemente sólido para que o final não seja comprometido e aberto o suficiente para que os protagonistas entendam que o filme também é deles.

Cabe a cada membro da Igreja, a protagonista dos últimos tempos, entender e interagir de modo eficaz com o grande diretor, para que não se portem como figurantes onde têm de desempenhar o papel principal (1 Ts 5.19).

O segredo desse filme, portanto, é a interação com o diretor. E ninguém fala dessa interação com o Espírito Santo como Andrew Murray! Eu recomendo com ênfase a leitura deste clássico.

Ariovaldo Ramos
São Paulo, meados de agosto.
(Extraído da obra “O Espírito de Cristo”. Editora dos Clássicos, 2013).

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